Cine Retro Boavista

Por Paulo Telles

“Matar ou Morrer” – Clássico Absoluto do Western Com Alusão Ao Macarthismo.  

Clássico que estabeleceu as bases do chamado Western Psicológico, Matar ou Morrer (High Noon, 1952) dirigido por Fred Zinnemann (1907-1997), e estrelado por Gary Cooper (1901-1961), é tido como uma alegoria politica a remeter um período medonho ocorrido nos Estados Unidos no início de 1950, o Macarthismo, um termo que se refere à prática de acusar alguém de subversivo ou comunista, o que motivou perseguição de grande parte do Congresso Americano contra aqueles que os achassem como uma “ameaça” a democracia . Um western aqui levado à dimensão de tragédia grega, que os americanos, principalmente os aderidos ao Partido Democrata Americano (e filme predileto do ex-Presidente Bill Clinton), consideram de suma importância cultural e política, tanto que uma cópia foi depositada numa capsula do tempo para ser aberta no ano 2213.

O CINEASTA FRED ZINNEMANN

Matar ou Morrer é um filme transparente nos mais diversos sentidos. Tanto seu enredo quanto a condução cinematográfica abstêm-se de analisar acuradamente a conduta humana, ou melhor, ela a expõe da forma mais pungente e realista possível. A simbiose entre a trama e a amostragem comportamental é absoluta, transcorrendo a história em previsíveis e lógicos desdobramentos no contexto das alternativas possíveis.

O DIRETOR ZINNEMANN COMBINANDO DETALHES DA PRODUÇÃO COM OS ASTROS GARY COOPER E GRACE KELLY NO SET DE FILMAGEM

Matar ou Morrer articula muito bem o óbvio, resultando daí um dos melhores westerns da história do cinema, sem sombra de dúvida. Se o fio central da trama (a chegada dos bandidos) é prenunciado, o mesmo não sucede com a posição dos habitantes da cidade. Se a trama já prevê seu desfecho (o duelo do herói com seus contendores), diversamente ocorre com o resto dos personagens que poderão, por sua atitude, manter tal desfecho, alterá-lo, ou impedi-lo. Enquanto expectativa, essa atuação constitui elemento de surpresa. No transcurso do filme, sobretudo na espera dos bandidos pelo seu líder na estação de trem e na posição dos habitantes em relação à contenda do xerife.

GARY COOPER COMO O XERIFE WILL KANE: O HERÓI MAIS HUMANO DO WESTERN AMERICANO

Por estas e outras que Matar ou Morrer é uma película a chamar atenção da sociedade antes mesmo de se proclamar um western de primeira grandeza, a intranquilidade e o suspense tomam se instauram. O rigor e o despojamento cedem espaço para a indispensável atmosfera musical de Dimitri Tiomkin (1894-1979) nos momentos mais tensos, num faroeste cuja tensão já é por si mesma, contínua.

Will Kane talvez seja o herói mais humano já produzido no western americano. Gregory Peck havia sido a primeira escolha para o papel do honrado xerife, mas recuou porque havia recentemente participado de outro western ao estilo psicológico, O Matador (The Gunfighter, 1950) dirigido por Henry King, e viu similaridades entre Will Kane e o Johnny Ringo que interpretou. Sendo posteriormente a parte oferecida a Gary Cooper, este leu o script e concordou em interpretar. O diretor Zinnemann considerou Cooper como um ator que “faz a diferença entre um filme mediano e um filme muito melhor que o mediano”, Na ocasião em que Matar ou Morrer estava sendo produzido, Zinnemann declarou:

“A Consciência de um homem que julga não poder fugir de uma situação adversa. Aconteceu de ambientar-se num western, poderia tomar lugar em qualquer parte onde um homem enfrenta essa decisão. É uma situação intemporal.”

O ROTEIRISTA CARL FOREMAN

Kane é um herói trágico, bem diferente de outros mocinhos do western, distante de personagens de John Ford e Howard Hawks, onde para eles a essência do medo não existe. Em contrapartida, Kane tem cautelas, mas longe de fugir da luta e enfrenta seus desafios com dignidade. Talvez seja por isso que o torna um personagem muito mais próximo da humanidade. Zinnemann repartiu com quatro colaboradores o sucesso desta obra prima, como o fotógrafo Floyd Crosby (1899-1985, impecável fotografia em preto & branco), o roteirista Carl Foreman (1914-1984), o montador Elmo Williams (1913-2015), e o compositor Dimitri Tiomkin. Com o fotógrafo Crosby, Zinnemann optou por uma imagem oposta ao usual no gênero:

“Eu disse a ele que gostaria que o filme se assemelhasse a um cine-jornal. Não havia filtros e o céu era sempre muito branco. Tentamos fazer o mesmo, e não usamos nada, somente iluminação frontal. E além disso, não procuramos glamourizar Cooper. Nós o mostramos como um homem de meia idade, e ele não objetou.  A comparativa “imperfeição” técnica resultante funcionou de modo sublime, e isto fez com que o público sentisse a coisa mais realisticamente. Na maioria dos westerns, belas formações de nuvens são consideradas obrigatórias, mas queríamos enfatizar a esterilidade da cidade, a inércia de tudo e todos. Para contrastar isto, como os movimentos do xerife, vestimos Cooper todo de preto. Assim, seu vulto solitário se agita pela resplandecente inércia de tudo, parecendo seu destino ainda ser mais pungente”

O XERIFE WILL KANE E SUA ESPOSA, A QUAKER AMY

O dinamismo da obra nasce desses contrastes – branco/preto, inércia/movimento – e se intensifica na vibração da montagem de Williams e na inventiva distribuição musical de Tiomkin, alicerces do crescente suspense.Todos os incidentes então concentrados entre as 10h40m e meio dia de um domingo de 1870, em Hadleyville. Nessa quase hora e meia, o xerife Will Kane (Cooper), então recém-casado com Amy Fowler (Grace Kelly, 1928-1982, em seu segundo filme em Hollywood), uma Quaker, tenta obter o auxílio da população, para enfrentar um famoso pistoleiro, Frank Miller (Ian MacDonald, 1914-1978), que anos antes, Kane havia mandado para cadeia e que agora chegará no próximo trem para se vingar.

fRANK MILLER (VIVIDO POR IAN MACDONALD) QUE JUNTO COM SEU BANDO QUER ACERTAR CONTAS COM WILL KANE
APESAR DE TODOS OS APELOS DA ESPOSA AMY (GRACE KELLY), KANE SE RECUSA A IR EMBORA COM ELA.

Todos aconselham a Kane a partir para sua lua de mel com Amy e sair da cidade, e a própria esposa apela ao marido para esquecer Frank e seus asseclas. Porém, Kane é um homem consciente do seu dever, e não somente, ele acha que precisa fazer alguma coisa, ou se não, será perseguido pelo resto da vida e não terá paz.Kane dá meia volta com sua carroça e volta para cidade, deixando Amy num posto. Como Quaker, Amy é pacifista e não concorda com a decisão do marido em pegar em armas e enfrentar Miller.  Aos poucos, Kane vai percebendo a solidão, a partir do momento em que os habitantes da cidade para quem serviu como delegado se recusa a ajuda-lo em seu momento crucial. E naqueles tempos sombrios do Macarthismo, a trama já delibera para o lado social e político.  

HARVEY (LLOYD BRIDGES), ANTIGO AJUDANTE DE KANE, É UM DOS QUE QUERem VER O HERÓI FORA DA CIDADE
MATAR OU MORRER AINDA DESPONTA EM SEU ELENCO LLOYD BRIDGES E KATY JURADO

A crítica de que o núcleo da trama recaiu de modo exclusivo sobre a ação individual opõe-se a explicação de que seu roteirista, Carl Foreman, de que o filme parodia a conjuntura política dos EUA no início dos anos de 1950 quando ferve o Macarthismo, explicando sua condição particular ao ter que enfrentar crise semelhante à de Will Kane e, sem apoio, é obrigado a mudar-se de país, que é normalmente considerado, esperta ou ingenuamente segundo o professor Guido Bilharinho em seu ensaio O Filme de Faroeste (Instituto Triangulino de Cultura, 2001) como democracia modelar, o que não é, conquanto seja uma das mais avançadas. Matar ou Morrer funcionou como uma verdadeira metáfora sobre o Caça as Bruxas de Hollywood. O script de Foreman é “uma investigação da anatomia do medo; uma destilação de encontro com parceiros, associados e advogados”. A ênfase foi conferida em meio à construção do texto, quando Foreman teve de depor perante a nefasta, louca, neurótica, e absurda comissão de investigações do Senador Joseph McCarthy. Depois, Carl Foreman caiu na “lista negra”, só voltando a assinar o próprio nome em 1958.

amy e a mexicana helen ramirez (katy jurado), ex amante de kane, deixam a cidade sem interesse no confronto.
amy retorna para ajudar o marido, mas é detida por frank miller

Na história, a hipocrisia e o medo são imperantes.  Todos querem ver Kane fora da cidade, não porque gostem dele ou querem protege-lo, mas porque ele traria ainda mais o temor à população no duelo com Miller. Na hora fatídica, Kane sabe dos riscos e deixa uma carta de despedida casso morresse no combate. Todos os habitantes se recolhem para suas casas. Quem se ofereceu para ajudar, na última hora foge porque Kane não conseguiu reforços. É o cúmulo, mas o herói parte para o enfrentamento. Consegue liquidar dois dos capangas de Miller, e um deles é morto pela esposa de Kane, Amy, que estava decidida a sair da cidade, mas volta quando percebe o homem amado em perigo.

O momento clímax, além do duelo do homem solitário contra os malfeitores, é também quando tudo já esta sob o controle, com os habitantes saindo de suas casas, ficando em volta de Kane e da esposa. Numa magnífica interpretação de Gary Cooper, que merecidamente arrebatou seu segundo Oscar de Melhor Ator (o primeiro fora em Sargento York, de Howard Hawks, em 1941), Kane se volta para aquele pessoal com total desprezo e joga ao chão a sua estrela de xerife, com indiferença e repúdio, e parte com sua carroça indo  embora com a amada e fiel Amy, sem olhar para traz.

o compositor russo dimitri tiomkin, que ganhou o oscar por melhor composição por matar ou morrer

Um verdadeiro clássico, do gênero Western Classe A, que é ao mesmo tempo um dos retratos mais pungentes que o cinema já produziu sobre a condição humana, onde exprime o comportamento de toda uma sociedade paralisada pelo medo, arrebatando três prêmios da Academia – de montagem (Elmo Williams), ator (Gary Cooper, merecido!) e música e canção (Dimitri Tiomkin), cuja trilha frisa com impacto todos os acontecimentos da trama, a destacar a balada Do Not Forsake oh My Darling, interpretada por Tex Ritter (1905-1974) entoando versos de Ned Washington (1901-1976).. Um clássico absolutamente inesgotável para os amantes da Sétima Arte.

DIVULGAÇÃO DO FILME PELOS JORNAIS DO RIO DE JANEIRO, E SUA EXIBIÇÃO EM DIVERSAS SALAS

Assista ao trailer original de MATAR OU MORRER (1952)

Paulo Telles é crítico de cinema, escritor, produtor e apresentador do programa Cine Vintage, redator e editor do blog Filmes Antigos Club – A Nostalgia do Cinema.

“Um Lugar Ao Sol” : de George Stevens, Uma Tragédia Americana

O genial Charles Chaplin (1889-1977) costumava dizer que Um Lugar ao Sol (A Place in The Sun) era o melhor filme que assistira em toda sua vida. Para ele, era um registro de supremacia do cinema sobre outras formas de arte.  Estreado nos Estados Unidos em setembro de 1951, passou quase despercebido no Festival de Cannes no mesmo ano, com George Stevens (1904-1975) produzindo e dirigindo este grande clássico com seu notório perfeccionismo.

Seu trabalho arrebatou seis prêmios da Academia de Hollywood – Melhor Direção (Stevens, que também conquistou o prêmio da Associação dos Diretores de Cinema dos EUA), Melhor Roteiro Adaptado (Michael Wilson. 1914-1978), Melhor Foto em Preto & Branco (William C. Mellor, 1903-1963), Melhor Montagem (William Hornbeck, 1901-1983), Melhor Música (Franz Waxman, 1906-1967) e Melhor Vestuário em Preto & Branco (Edith Head, 1897-1981), além de concorrer aos Oscars de Melhor Filme, Melhor Ator (Montgomery Clift, 1920-1966) e Melhor Atriz Coadjuvante (Shelley Winters, 1920-2006).

Theodore Dreiser, o autor do romance que originou o filme UM LUGAR AO SOL (1951)

Um Lugar ao Sol permanece até os dias de hoje como um clássico moderno aos olhos dos críticos que não cansam de analisa-lo e estuda-lo ao longo de quase 70 anos justamente por sua simetria artística, mas nunca deixou de causar controvérsias. Em verdade, a obra cinematográfica de Stevens origina do romance An American Tragedy, publicado em 1925 por Theodore Dreiser (1871-1945), cujas ligações com o cinema já eram conflituosas, dando ao tema uma interpretação sentimental, muito incompatível com o libelo social do livro.

Edição NORTE-americana de UMA TRAGÉDIA AMERICANA, de Theodore Dreiser

O romance de Dreiser tinha uma visão pessimista da sociedade americana, cujo texto afastava qualquer tentativa de aproximação cinematográfica – numa época em que Hollywood, através do Código Hays de Censura*, cultuava uma política rigorosamente moral. Por seu exacerbado naturalismo a Emile Zola, Dreiser foi acusado de sordidez e vulgaridade por expor a vida dos EUA como uma voragem sombria e turbulenta que traga as pessoas para o abismo, e por atacar o materialismo norte-americano e seus mitos.  Nos dois grossos volumes do livro original, Dreiser descreve a ascensão e queda de um jovem saído dos cortiços, Clyde Griffith, que entorpecido pela ânsia de subir na vida e enriquecer, pensa em se livrar de sua namorada, Roberta, cuja gravidez impediria dele casar-se com uma garota da elite, Sondra. O ponto extremamente crucial da trama reside na inocência e culpabilidade de Clyde ao planejar o assassinato de Roberta.

Os cineastas Serguei Eseinstein e Josef von Sternberg. O primeiro chegou a adaptar o romance de Dreiser, mas foi o segundo que conseguiu levar as telas a primeira versãO
Lobby CARD dO FILME UMA TRAGÉDIA AMERICANA (1931) de Josef von Sternberg

Fatos: uma das raras frustrações do lendário cineasta pioneiro David W. Griffith (1875-1948) foi não ter conseguido filmar o livro de Dreiser, mesmo com uma carreira angariada de sucessos. O mesmo ocorrendo também com o cineasta russo Serguei Eisenstein (1898-1948), que em passagem por Hollywood em 1930, fez um roteiro de encomenda para o então chefe da Paramount B. P. Schulberg, no qual apresenta Clyde Griffith como um jovem americano típico do começo do século XX, vítima de uma sociedade competitiva e desumna, joguete de intrigas políticas e de um monstruoso complô judicial. Desta forma, o projeto foi arrancado das mãos de Eisenstein pela Paramount que ofereceu a Josef von Sternberg (1894-1969), e este acabou aceitando a tarefa de poder levar para as telas aquilo que o estúdio desejava – a história de um rapaz covarde e dócil presa de um destino infeliz e solitário, que só a ele concerne. Se no roteiro adaptado por Eisenstein ele absolvia Clyde e invocava a sociedade americana como culpada, Uma Tragédia Americana que Sternberg dirigiu em 1931 com Phillips Holmes, Frances Dee e Sylvia Sidney, atribuía ao personagem a culpabilidade pelo crime, mediante engenhosos argumentos freudianos. Mas o autor do romance original, muito embora aprovasse o roteiro de Eisenstein, rejeitou publicamente o filme de Sternberg.

O diretor George Stevens
George Stevens com os astros Montgomery Clift e Elizabeth Taylor

Somente vinte anos depois, através de George Stevens, que o livro de Dreiser sairia dos arquivos da Paramount para o remake, distanciado tanto na entonação social de Eisenstein quanto da ótica sexual de Sternberg. Ao retomar o tema a partir de uma versão teatral de Patrick Kearney (1893-1933), Stevens também atenuou a ideia de que as atitudes de Clyde eram consequência furtiva do meio.  Mas houve mudanças nesta nova adaptação, pois foram mudados o título e o nome dos personagens centrais. O filme passou a se intitular de A Place In The Sun ao invés de An American Tragedy, e Clyde, Sondra e Roberta passaram a se chamar George Eastman (Montgomery Clift), Angela Wickers (Elizabeth Taylor, 1932-2011) e Alice Tripp (Shelley Winters), manifestando expressamente a liberdade criativa de Stevens a partir das coordenadas do romance de Dreiser, assumindo plenamente a condição de “cinema romântico”.

Angela Wickers (Elizabeth Taylor) e George Eastman (Montgomery Clift)

Um Lugar o Sol suprime toda a primeira parte do livro, que descreve a infância e a adolescência do protagonista, dá a jovem rica as maiores atenções e toda simpatia da câmera, providenciando uma inteligente elipse na sequencia da morte da operária, pois o expectador fica na dúvida se George tentou ou não salvar sua possível vítima após o acidente no lago. Mas Stevens encontrou dificuldades em tornar sua versão do romance de Dreiser em uma história cruelmente naturalista de luta de classes, uma novidade para as plateias dos anos de 1950, mas que era mais ávida para o entretenimento do que pelas doutrinações políticas. Por isso que Um Lugar ao Sol se tornou um dos filmes românticos mais comoventes e trágicos da Hollywood clássica, resultado da maneira cuidadosa como George Stevens dirigiu os protagonistas (que foram instruídos a enfatizar a linguagem corporal, e não os diálogos) e de sua manipulação habilidosa de dois estilos que se contrastam consideravelmente. O encontro de conto de fadas de George com a doce Angela é dominado por um trabalho de câmera intimista, com closes sobrepostos de forma especialmente cuidadosa em uma fotografia borrada. As cenas de fábrica, com a namorada Alice, e posteriormente no tribunal, são fotografados mo estilo dos filmes noir, enfatizando a iluminação chiaroscuro e composições instáveis que expressam belamente a ameaça que as circunstâncias representam a George.

George e sua namorada, a operária Alice (Shelley Winters), um obstáculo aos seus planoS
Para ficar com Angela, George não vê outro jeito senão livrar-se de Alice.
Angela, George e Alice: Um triangulo perigoso.

Com Um Lugar o Sol, Stevens iniciou uma trilogia que aborda os contrastes da sociedade americana, seus costumes e contradições, trilogia esta que viria a seguir com Os Brutos Também Amam (Shane, 1953) e Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956). Uma obra cinematográfica que soube se impor com o avanço do tempo.

Nada mais resta para George aO ser julgado pela morte de Alice. Culpado ou inocente? Ele é apontado por um implacável promotor (Raymond Burr)
Divulgação do filme pelos jornais de São Paulo em 1952

* O Código Hays foi um conjunto de normas morais aplicadas aos filmes lançados nos Estados Unidos entre 1930 e 1968 pelos grandes estúdios cinematográficos. Seu nome deriva de William H. Hays (1879-1954), advogado e político presbiteriano e presidente da Associação de Produtores e Distribuidores de Filmes da América de 1922 a 1945. Entretanto, já na primeira metade dos anos de 1950, o código já vinha perdendo força. Alguns cineastas e produtores estavam aptos a rompê-lo. A partir de 1968, o código deixou de existir, dando lugar ao sistema de classificação indicativa, que perpetua até hoje.

Assista ao trailer de UM LUGAR AO SOL (1951)

Paulo Telles é crítico de cinema, escritor, produtor e apresentador do programa Cine Vintage, redator e editor do blog Filmes Antigos Club – A Nostalgia do Cinema

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