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Filmes da Semana nos Cinemas

Por Adilson Carvalho

ESTREIAS EM 20 DE JANEIRO DE 2022

EDUARDO & MÔNICA

Todo mundo já ouviu essa canção e se encantou com a letra imagética de Renato Russo criando uma história romântica. Assim como fizera com “Faroeste Caboclo” (2013), o diretor René Sampaio faz um ótimo trabalho na transposição, talvez até melhor dada a simplicidade da história de dois protagonistas com nada em comum a não ser a vontade de estarem juntos. O filme explora essas diferenças cantadas pela maravilhosa banda, formada na época por Renato Russo, Dado Villa Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha, temperadas com o carisma cênico de Gabriel Leone e Alice Braga. A nostalgia emociona não somente pelos acordes da famosa canção, mas também pela habilidade da história de nos fazer reconhecer nossas próprias histórias. Cada um de nós tem algo em comum com Eduardo ou Mônica, ou conhece alguém parecido, compartilhando histórias de relacionamento, e também de amadurecimento. O desafio de Sampaio foi fazer uma canção de pouco mais de 4 minutos tornar-se um filme de duas horas, e ainda resistir às dificuldades de lançar o filme nas salas de cinema em meio à pandemia, tendo o filme sido filmado há praticamente dois anos. A espera valeu a pena como uma dessas razões das coisas feitas pelo coração de um fã do trabalho da banda, para os fãs que como eu formávamos uma legião.

AGENTES 355

Quando filmou “X Men – A Fênix Negra” (2019) com Simon Kinberg, a estrela Jessica Chastain sugeriu ao roteirista e diretor um filme de espionagem estilo “Missão Impossível” mas estrelado por mulheres. Em resumo, são 5 espiãs, cada um com uma habilidade e personalidade específicas, em uma missão para salvar o mundo, sem que isso seja de conhecimento público. Daí o título, vindo de um código da época da luta pela independência dos Estados Unidos para uma mulher misteriosa e de importância vital para a Revolução. Jessica Chastain (que se machucou nas filmagens) se junta a Penelope Cruz, Lupita Nyong’o, Diane Kruger e Bingbing Fan, que arriscam a vida para recuperar uma arma ultrassecreta nas mãos de um grupo de mercenários. Com inúmeras cenas de ação ao redor do mundo, dos cafés de Paris e mercados do Marrocos à riqueza e glamour de Xangai, o filme é movimentado e deve agradar aos fãs da ação, que devem lembrar de “As Panteras” e dos absurdos dos filmes de 007.

ESTREIAS EM 13 DE JANEIRO DE 2022

JUNTOS & MISTURADOS

Cacau Protásio tem sido bastante prolífica nas telas ultimamente. Seus filmes dão ótimo retorno nas bilheterias e seu talento rende ótimas gargalhadas. O mais novo é “Juntos e Enrolados“, dividindo a cena com Rafael Portugal. Depois de dois anos de união e muita economia financeira, Júlio (Portugal) e Daiana (Protásio) finalmente alcançaram o sonho de realizar sua festa de casamento, mas quando o noivo recebe uma mensagem em seu celular antes da cerimônia, uma enorme confusão se inicia. O elenco ainda inclui Evelyn Castro, Marcos Pasquim, Neusa Borges e Fafy Siqueira. A direção do filme é assinada pela dupla Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, vencedor do Emmy Internacional.

PÂNICO

Hollywood tem conseguido ótimas bilheterias retomando antigas franquias de terror, coo por exemplo “Halloween“, então por que não trazer de volta Ghostface, o assassino serial de sucesso nas telas dos anos 90. Primeiro filme da franquia sem a direção de Wes Craven (1939-2015), o novo “Pânico” abdica da numeração, que seria o 5, em prol de um reboot com o mesmo elenco dos 4 filmes anteriores, ou seja Neve Campbell, Courtney Cox e David Arquette. O curioso é que essa adição dos mesmos personagens e seus interprétes originais apenas disfarça que se trata de uma sequência. Vinte e cinco anos depois dos eventos do primeiro filme, uma série de crimes brutais volta chocar a nada tranquila Woodsboro. Surge um novo assassino com a máscara de Ghostface que começa a perseguir um grupo de adolescentes para trazer à tona antigos segredos da cidade. Com tal premissa, fica evidente a vontade dos produtores (A Paramount adquiriu o filme que pertencia à Dimension Films) de realizar um misto de reboot e sequência que capte o que deu certo antes para tentar atrair a atenção de uma nova geração. O clima de homenagem é evidente em meio à tentativa de atualização da trama para uma geração que vive inserida em redes sociais. Para isso um novo grupo de vítimas com Melissa Barrera e Jenna Ortega contemporâneas dos horrores a la Jordan Peele (Corra, Nós). A violência é maior que nos exemplares anteriores, mas isso é inevitável para um filme cujo nome original é “Grite”!

ESTREIAS EM 6 DE JANEIRO DE 2022

SING 2

Todo mês de janeiro é comum a chegada de filmes voltados para o clima de férias. A animação “Sing 2” (sequência de 2017) preenche esse espaço para crianças e adultos em busca de diversão em meio a um clima de pandemia. Logo, a mistura de bichinhos fofos e música pop é uma boa estratégia para atrair o público para as salas de cinema. O Coala Buster Moon decide montar um espetáculo com um antigo astro que hoje vive recluso. Na dublagem brasileira ouvimos as vozes de Sandy, Lexa, Wanessa Camargo, Paulo Ricardo e Fiuk em substituição aos originais de Tori Kelly, Halsey, Scarlett Johansson, Bono Vox e Taron Egerton. Pelo filme ouvimos canções de Elton John, Eminem e Billie Eilish, entre outros em um festival de som e cores que tendem a repetir a premissa do original, sem novidades mas ainda interessante. A produção é do Ilumination Studios (Minions, Pets – A Vida Secreta dos Bichos) e a direção novamente cabe a Garth Jennings.

KING’S MAN – A ORIGEM

A franquia “King’s Man” deu certo com sua mistura de ação e humor para retratar o mundo da espionagem britânica, mas decidiram fazer uma prequela encenada nos dias da Primeira Guerra. Um grupo formado pelos piores tiranos e criminosos mais cruéis de todos os tempos, inclusive o místico russo Rasputin (Rhys Ifans – O Lagarto de “O Espetacular Homem Aranha), planeja um golpe que levará à morte de milhões. Ralph Finnes (Lord Voldemort na franquia “Harry Potter“) interpreta o Duque de Oxford, que decide formar uma força antagônica para repor o equilíbrio e vencer as forças do mal. O elenco ainda reune Gemma Atherton, Daniel Bruhl, Djimon Hounsou e Charles Dance. O diretor e roteirista Matthew Vaughn adapta a HQ de Mark Millar misturando fatos históricos (A tentativa de assasssinato do arqueduque Ferdinand) com doses de ação e humor. Um boa pedida para as férias.

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Prelo e Película

por Sérgio Cortêz

“O Grande Gatsby”

Qual o verdadeiro limite entre o amor e a obsessão? É possível confundir o orgulho ferido com um sentimento de amor? E quanto a este sentimento: é suficiente para justificar o crescimento pessoal e financeiro a qualquer custo?

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CCP Notícias

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Gal Gadot Estrela Refilmagem de Clássico de Hithcock

Por Adilson Carvalho

A agenda da fantástica Gal Gadot está cheia de projetos novos, além de seu retorno certo como Mulher Maravilha. A estrela, que em breve será vista em “Morte no Nilo” (Lançamento previsto para fevereiro), está envolvida na refilmagem do clássico de HithcockLadrão de Casaca” (To Catch a Thief), que foi estrelado por Cary Grant e Grace Kelly. A refilmagem vem sendo planejada já há algum tempo e nunca saiu do papel, mas talvez agora com o envolvimento de Gadot o proheto tenha chance de ser realizado. O filme original girava em torno de uma onda de roubos que tem como principal suspeito, o famigerado mas aposentado John Robbie, vulgo “O Gato”. Perseguido e acusado injustamente, John se envolve com a rica herdeira Frances (Kelly) em plena Riviera Francesa. Não há nenhum outro ator anunciado para o elenco, mas espera-se que Gal fique com o papel que foi da Princesa Grace.

Ben Affleck Diz que Desistiu do Papel de Batman Após Conversa com Matt Damon

Por Adilson Carvalho

Em entrevista no “Entertainment Weekly“, o ator Ben Affleck alegou que foi por influência do amigo Matt Damon que tomou a decisão de desistir do papel de Batman. Damon & Affleck são amigos de infância e escreveram juntos o roteiro de “Gênio Indomável” (Good Will Hunting) de 1998, em que também atuaram. Apesar de atribulada a sua passagem no papel, Affleck ainda vai aparecer como Batman no filme solo do “Flash” previsto para o final do ano. Enuqanto isso, aguardamos a estreia em Março de “The Batman” de Matt Reeves que terá Robert Pattinson como o herói mascarado. Aguarde aqui no CCP uma série de artigos sobre todos os filmes do Batman.

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ADILSON CINEMA: COBRA KAI – 4ª TEMPORADA (CRÍTICA EM VÍDEO) – SEM SPOILERS

Cobra Kai – 4ª Temporada (Netflix). Com Ralph Macchio, William Zabka, Xolo Maridueña, Mary Mouser, Tanner Buchanan, Peyton List, Jacob Bertrand, Courtney Henggley, Martin Kove, Thomas Ian Griffith.

Eduardo & Mônica – Da Canção Para as Telas.

Por Adilson Carvalho

Os verdadeiros protagonistas da canção

Há 36 anos cantamos que existe razão nas coisas feitas pelo coração, e nos deixamos embalar com cada nota e cada verso de uma das mais famosas canções escritas por Renato Russo (1960-1996). Agora chegou a hora de nos emocionarmos com a mesma história transposta para o cinema pelo roteiro de Matheus Souza (com ajuda de colaboradores) e dirigido por Rene Sampaio, que também levou “Faroeste Caboclo” (2013) para as telas. Estrelada por Alice Braga e Gabriel Leone, que se tornam os intérpretes desta agradável comédia romântica. Os verdadeiros protagonistas desta história, contudo, se chamam Fernando e Leonice, juntos há 42 anos, como diz na música, se completando como feijão com arroz. A canção, uma das faixas do álbum “Dois“, lançado em 1986, já serviu de inspiração para uma peça teatral de Adolar Gangorra. Na vida real, Fernando não tinha a ingenuidade descrita para Eduardo, que “gostava de novela e jogava futebol de botão com seu avô“, e hoje é embaixador do Brasil. Já Mônica se chama Leonice , é artista plástica e nunca estudou Medicina. Segundo Nina Coimbra, a filha do casal, Renato idealizou sua mãe por ser muito mais próxima dela mas conseguiu captar com perfeição a ligação amorosa entre ambos. Renato os conheceu em Brasília nos anos 80, antes de formar a Legião Urbana. Na época Fernando estudava antropologia na Universidade de Brasília, nada parecido com o personagem que a letra cantava no esquema escola-cinema-clube-televisão. Na ocasião que compôs a música, Renato ligou para Leonice para mostrar a composição que viria a se tornar um hit da Legião Urbana.

Alice Braga (Mônica) & Gabriel Leone (Eduardo)

O filme estava previsto para chegar às telas ainda em 2020, depois adiado para abril de 2021 devido à pandemia, e sendo finalmente remarcado para agora em 20 de janeiro. Atentem para a participação especial de Fabrício Boliveira, o intérprete de João de Santo Cristo em “Faroeste Caboclo“, que faz participação especial em “Eduardo Monica“, seria uma espécie de Russoverso? Se por um lado a adaptação de “Faroeste Caboclo” trazia um tom trágico em uma roupagem de western brasileiro, “Eduardo & Mônica” traz um clima de comédia romântica apoiada nas diferenças entre os dois personagens. Esta não será, contudo, a última vez que o cinema revisitará as letras de Renato Russo já que o diretor Renê Sampaio anunciou que já está pensando em adaptar outra letra, sem mencionar qual, do repertório fabuloso da Legião Urbana. Dada a riqueza das canções, quem irá duvidar das razões porque música e filme também combinam igual feijão com arroz.

Parabens James Earl Jones

Por Adilson Carvalho

Da Esquerda para a direita, acima: O ator recebendo o Oscar Honorário em 2011, Darth Vader e Mufasa. Abaixo, da direita para a esquerda: O Rei Joffer de “Um Príncipe em Nova York” e seus papeis em “Campo dos Sonhos” e “Conan o Bárbaro”.

Há atores cujo talento é muito maior do que a Academia de Artes & Ciências Cinematográficas de Hollywood, transcendendo qualquer premiação e se estabelecendo como um dos grandes atores do cinema, mesmo quando em papel secundário, simplesmente roubando a cena. No caso de James Earl Jones, são 187 créditos como ator (de acordo com o tradicional site imdb), completando esse ano 7 décadas à frente das câmeras, com uma voz poderosa que já fez o reino animal se curvar e a galáxia tremer. Conheçamos um pouco mais sobre esse fabuloso ator que chega nesta segunda aos 91 anos.

Momento icônico de “O Império Contra Ataca” – Luke, eu sou seu pai.

#1. Vários foram os papeis marcantes desempenhados por James Earl Jones como o vilão Thulsa Doom em “Conan o Bárbaro” (1982), o Rei Joffer de “Um Príncipe em Nova York” (1988), o Rei Mufasa na animação da Disney “O Rei Leão” (1994), além do vilão galático Darth Vader na trilogia original de “Star Wars” (1977, 1980 e 1983), repetindo posteriormente em games e também nos derivados “Star Wars – Rogue One” (2016) e “Star Wars – A Ascenção Skywalker” (2019). O curioso é o veterano ator nunca vestiu a icônica armadura, que ficou a cargo de David Prowse (1935-2020). Os dois atores nunca se encontraram, enquanto Jones dublou Vader no estúdio. Incrível que sendo muito elogiado por seus dotes vocais, o ator tenha sofrido de gagueira em sua infância, sendo essa a razão pela qual fez aulas de atuação. Muito famoso por sua humildade, o ator não quis que seu nome fosse incluído nos créditos de “Star Wars – Uma Nova Esperança” (1977) e “Star Wars – O Império Contra Ataca” (1980) por não acreditar que sua contribuição fosse importante, só sendo convencido do contrário para “Star Wars – O Retorno de Jedi” (1983).

A Grande Esperança Branca

#2. Nascido no estado do Mississipi, na cidade de Arkabutla, região que fervilha o racismo. Foi justamente desse fervor que foi gerado a única indicação ao Oscar para James Earl Jones, aos 39 anos, na pele do boxeador Jack Johnson, o primeiro negro a conquistar o título dos pesos pesados, e que era casado com uma mulher branca, no filme “A Grande Esperança Branca” (The Great White Hope) em 1970. O filme denuncia o racismo ainda muito presente, enraizado na sociedade. Na vida real, o pai do hoje veterano ator também foi um lutador, e que virou ator, chamado Robert Earl Jones (1910-1986), e que participou do clássico “Golpe de Mestre“. Como foi criado pelos avós, James só veio a ter contato com o ator muito tempo depois. James também foi o primeiro ator americano afro descendente a interpretar o presidente dos Estados Unidos em “O Presidente Negro” (1972).

#3. O ator odeia baseball, mas já atuou em filmes do tema, incluindo o belo filme “Campo dos Sonhos” (1990), ao lado de Kevin Costner e Burt Lancaster. O ator foi cadete da Força Aérea, chegando ao posto de Primeiro Tenente, e em 2020 foi condecorado no Dia dos Veteranos. Na ficção viveu o Almirante Greer em 3 filmes baseados na obra de Tom Clancy: “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1989), “Jogos Patrióticos” (1992) e “Perigo Real & Imediato” (1995).

Com Alec Baldwin em “A Caçada ao Outubro Vermelho”

#4. Com carreira tão prolífica, o veterano ator também fez várias passagens no teatro e na TV, tendo estrelado nos anos 90 a série “Anjo Maldito” (Gabriel’s Fire). A história gira em torno de um ex-policial de Chicago que foi erroneamente sentenciado e deixa a cadeia após 20 anos, para encontrar o seu antigo bairro, completamente mudado. Os episódios tratam do processo de adaptação à sociedade enquanto trabalha como detetive particular, para a advogada Victoria Heller (Laila Robins), responsável por sua liberdade. Embora tenha durado uma única temporada (1990-1991) a série lhe rendeu um Emmy de melhor ator. No Brasil, foi exibida em 1992 nas tardes de quinta feira na “Sessão Aventura“.

Filmes da Semana no Streaming

Por Adilson Carvalh

Hotel Transilvânia: Transformonstrão (Amazon Prime em 14 de Janeiro)

A franquia “Hotel Transilvânia” é muito divertida, já tendo 3 filmes lançados respectivamente em 2012, 2015 e 2018. O quarto filme começa quando a nova invenção de Van Helsing transforma Drac e os amigos em humanos, e Johnny em um monstro. Agora, é necessário achar uma forma de reverter o feitiço antes que a mudança se torne permanente. É na inversão dos papeis de humano e monstro que o roteiro apoia seu humor, e também um tom de finalização que certamente será emotivo para todos os fãs. Curiosamente esse novo filme tem suas ausências já que é o primeiro filme da franquia que não foi dirigido por Genndy Tartakovsky (Ainda roteirista e produtor executivo) , além de não ter as vozes de Adam Sandler e Kevin James como Drácula e Frankenstein, substituídos pelos desconhecidos Brian Hull e Brad Abrell. Brian Hull já dublou o simpático vampiro no curta Pets Monstruosos: Um Curta do Hotel Transilvânia, lançado pela Sony Pictures Animation. Na dublagem brasileira continuamos com Alexandre Moreno (Drácula), Mauro Ramos (Frankenstein), Jorge Lucas (Wayne), Fernanda Baronne (Mavis) entre outros. Agora dirigido pela dupla Jennifer Kluska (Os Smurfs e a Vila Perdida) e Derek Drymon (Bob Esponja: O Filme). A animação estava inicialmente programada para ser exibido nos cinemas em 2021, mas em virtude da pandemia foi adiado até ser vendido para a Amazon Prime. Os 3 filmes anteriores da franquia, contudo, continuam disponíveis pela Netflix.

Indecente (Netflix em 13 de janeiro)

Lembro de Alyssa Milano aos 13 anos como filha de Arnold Schwarzenegger em “Comando Para Matar“. Na década seguinte aos 26 anos integrou o elenco da série “Charmed” como uma das bruxas da família Halliwell. Desde então trabalhando em papeis de menor destaque, a atriz está de volta com destaque no suspense “Indecente“, adaptação da obra de Nora Roberts (Virtude Indecente), publicada em 1988. No filme Alyssa interpreta a escritora de livros de misterio Grace McCabe cuja irmã é assassinada. Apesar dos apelos do detetive Ed Jackson (Sam Page), Grace investiga por conta própria fazendo descobertas estarrecedoras sobre sua irmã e se colocando na mira de um assassino. Embora não muito conhecida no Brasil, as obras de Nora Roberts totalizaram 861 semanas na lista de best-sellers do “New York Times” incluindo 176 semanas na posição de número um.

O Pacificador (Na HBOMax a partir de 13 de janeiro)

Produzida por James Gunn, chega À HBOMAX o derivado (spin-off) de “O Esquadrão Suicida” estrelado por John Cena no papel do antiherói criado por Bob Layton e Dick Giordano em novembro de 1966 para a Charlton Comics, editora que foi adquirida pela DC Comics tempos depois. A série, a primeira do DC Extended Universe, explora as origens do Pacificador e suas missões subsequentes após os eventos do filme “O Esquadrão Suicida“. Foi o próprio Gunn quem escreveu todos os 8 episódios, além de ter dirigido alguns deles. O protagonista é um homem dedicado à paz, mas desde que esta siga sua visão extremista, em que os fins justificam os meios. Desprovido de super poderes, Christopher Smith (seu nome real) é um soldado treinado, com grande conhecimento tático e bélico mas com fortes problemas mentais. Fique ligado no CCP para mais fatos interessantes sobre o personagem e a série, que promete ser mais violenta e realista que suas semelhantes.

NO RITMO DO CORAÇÃO – AMAZON PRIME

Emilia Jones é um dos jovens talentos revelados pela Netflix na série “Lock & Key“. A jovem atriz inglesa, de 19 anos (ela completa 20 em fevereiro próximo) está nos mostrando seu lado mais dramático no papel de Ruby, a única em sua família que consegue ouvir, e por isso serve de intérprete para todos. Apaixonada por música, Ruby fica dividida entre tentar uma carreira e ficar com sua família. Emilia passou nove meses aprendendo a linguagem de sinais, além de aulas de canto, se preparando para seu papel. O filme é adaptação da produção francesa “A Família Bélier“, sendo que este sofreu a polêmica de não ter surdo-mudos reais nos papéis centrais, com exceção de Luca Gelberg (surdo na vida real). Na refilmagem, todos os membros da família Rossi são interpretados por atores surdos na vida real, inclusive contando com a atriz Marlee Matlin, primeira deficiente auditiva a ganhar um Oscar em 87 (Filhos do Silêncio). (Disponível a partir de 7 de janeiro).

COBRA KAI – QUARTA TEMPORADA – Netflix

O ano de 2021 começou com a terceira temporada de “Cobra Kai“, e começou bem. O revival de “Karate Kid” teve sua melhor temporada até então amarrando muito bem a história da nova geração aos eventos de “Karate Kid II” (1986). O final foi um gancho muito bem elaborado que coloca Daniel (Ralph Macchio) e Johnny (William Zabka) aliando seus dojos contra John Kreese (Martin Kove), tendo este tido um longo arco de flashback que humaniza e justifica sua vilania. Agora, revistando “Karate Kid 3: O Desafio Final” (1989), a série traz de volta Thomas Ian Griffith (aos 59 anos) como Terry Silver. No terceiro filme da trilogia original, Silver se fingiu de amigo de Daniel Larusso e o convenceu a entrar para o Cobra Kai, se afastando dos ensinamentos do sr.Myagi (Pat Morita), como um ardiloso plano de vingança a favor de Kreese. Agora, as rivalidades se seguiram a um novo patamar, em um vale tudo que deve aprofundar mais ainda os sentimentos reprimidos de Daniel (para quem Silver representa seu passado vergonhoso), de Johnny (que não aceitará facilmente ficar à sombra do Myagi-dô) e da nova geração que terá seu própria luta a travar não apenas no tatame, mas fora dele. Tudo isso, e mais poderemos acompanhar a partir de 31 de dezembro. E para agitar os fãs, a quinta temporada já foi filmada e está pronta … para breve! Aguarde no CCP, mais sobre a 4ª temporada de “Cobra Kai” .

O LIVRO DE BOBA FETT – DISNEY PLUS

Voltando àquela distante galáxia, chega dia 29 de dezembro a série “O Livro de Boba Fett“, spin-off da bem sucedida “O Mandaloriano“. A ambientação será em paralelo a “O Mandaloriano” e após os eventos de “O Império Contra Ataca” (1980). Os atores Temuera Morrison e Ming-Na Wen reprisam seus papéis como o caçador de recompensas e a mercenária assassina a seu serviço. Morrison já é conhecido dos fãs, tendo interpretado Jango Fett em “Star Wars Episodio II : O Ataque dos Clones” (2002) e dublado Boba em várias mídias ligadas a “Star Wars”, incluindo em “O Mandaloriano“. A série já era muito pedida pelos fãs, e chegou a ser cogitado um filme para explorar as ações de Boba Fett, mas o fracasso financeiro de “Solo: Uma História de Star Wars” fez a Disney reconsiderar. A temporada de 8 episódios teve direção de nomes como Robert Rodriguez (Pequenos Espiões), Jon Favreau (Homem de Ferro) e até mesmo da atriz Bryce Dallas Howard (Jurassic World).

NÃO OLHE PARA CIMA (Don’t Look Up) – Netflix

Adam Mckay ( O Âncora) é um roteirista e diretor criativo, e se por um lado seus filmes tenham um teor crítico ácido, por outro é uma interessante crítica nesses tempos difíceis em que o politicamente correto compromete algumas vezes o resultado final. “Não Olhe Para Cima” (Don’t Look Up) joga água na ferida do cinismo que permeia o mundo real, usando a história de dois cientistas (Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence) que fazem um tour mundial para alertar o planeta da iminente colisão com um meteoro gigantesco que pode erradicar a vida. Meryl Streap tira um sarro de um certo presidente prepotente que no passado chegou até mesmo a ofendê-la. Sua personagem representa a crítica ao negacionismo de figuras políticas, com paralelos até mesmo ao nosso país. A sátira flerta com a temática do cinema catástrofe para tecer suas ironias até mesmo na dissiminação e no impacto das notícias no público. Jonah Hill se destaca como o filho puxa saco da presidente interpretada por Meryl Streap. O que é perceptível é que o meteoro nada mais é que uma metáfora aos tempos pandêmicos que vivemos, sem concessões, seja pelo papel da imprensa ou do capitalismo selvagem que visa lucro na tragédia anunciada. No final poderíamos chamar o filme de “Não olhe para si mesmo” já que o papel que nos cabe no cenário mundial, nem sempre é consolador ou animador.

BEING THE RICARDOS (AMAZON PRIME)

Chega finalmente na Amazon Prime a alardeada cinebiografia do casal de artistas mais amado da história da TV. “Being The Ricardos” faz um recorte na vida de Lucille Ball (1911 – 1989) e Desi Arnaz (1917 – 1986) protagonistas da clássica “I Love Lucy” ( 1951 – 1957), mãe das populares sitcoms. Líder de audiência na América de Eisenhower, com 22 indicações ao Emmy e 5 vitórias, gerando até mesmo a criação de um estúdio, o Desilu, onde foram filmadas séries como “Star Trek” (1966 – 1968), “Os Intocáveis” (1959-1963) e “Missão Impossível” (1966-1973), até que esta fosse vendida para a Paramount. Tanto sucesso, no entanto, vem com provações e revezes principalmente devido à sabida infidelidade do cubano charmoso com quem se casara. Além disso a inesperada gravidez, os temores da era Macarthista e a batalha de bastidores fazem do roteiro do premiado Aaron Sorkin (The West Wing, The Newsroom) um prato cheio para reviver os anos de uma mídia televisiva muito diferente da atual. Eram mais de 100 lares sintonizados no casal Ricardo, e que geração após geração se divertiram com a ruiva biruta que queria mais do que ser uma dona-de-casa. O filme ainda abre espaço para os intépretes de Ethel e Fred Mertz, o casal amigo dos Ricardos, vividos por Vivian Vance (1909-1979) e William Frawley (1887-1966) entregues respectivamente a Nina Arianda e J.K.Simmons (o J.Jonah Jameson dos filmes do Homem Aranha). As indicações ao Golden Globe e Critic’s Choice abrem o caminho da consagração para o filme que tem como ponto principal as encarnações do casal Lucy-Desi na pele de Nicole Kidman e Javier Bardem. Apesar da polêmica da escolha dos atores, ambos entregam um resultado respeitoso a duas lendas da TV e do mundo artístico. (Disponível a partir de 21 de dezembro)

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Parabéns Elvis Presley

Por Adilson Carvalho

Não há dúvida que Elvis Aron Presley, mesmo que 44 anos depois de sua morte, continua sendo um ídolo, um ícone pop. Nascido em 8 de janeiro de 1935 em Tupelo, Mississipi, lembremos juntos algumas curiosidades sobre o Rei do Rock, um grande cantor e ator, que se estivesse vivo hoje completaria 87 anos.

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As Afinidades entre Nicolas Cage & Drácula

Por Adilson Carvalho

Nicolas Cage & Christopher Lee

O ator Nicolas Cage está precisando de um papel que restaure seu prestígio e talento e talvez seja esse o momento certo com o anúncio de que Cage será “Drácula” na reinterpretação do mito que coloca “Reinfield” como o protagonista, a ser vivido por Nicolas Hoult (X-Men Primeira Classe). O curioso é que o papel do maior vampiro da literatura e do cinema parece ter estado sempre destinado ao ator. Um jovem Nicolas Cage assistiu “Nosferatu” (1922) de F.W.Murnau e ficou impressionado. Disse certa vez em entrevista ao LA Times, “Quando tinha 10 anos, lembro de assistir o clássico “Nosferatu” (Primeira adaptação de “Drácula“, embora não oficial). Embora tenha me assustado muito, me impressionou e de alguma forma esse impacto permaneceu sempre comigo.” Em 2000, curiosamente Cage teve seu primeiro crédito como produtor, na realização de “A Sombra do Vampiro“, uma reimaginação do “Nosferatu” de F.W.Murnau. O ator também intencionava interpretar Max Schreck, o misterioso intérprete do Conde Orlock, mas o papel coube ao excelente Williem Dafoe (o Duende Verde de “Homem Aranha“).

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